Ultimamente, estou meio sem criatividade para estar escrevendo coisas interessantes aqui no blog. Apesar de ter ocorrido algo,no mínimo improvável, nos meus sempre iguais dias, me surpreendi ao fato de não querer postar nada, nem ao menos uma poesia sequer. Puxando o gancho, estava dando uma olhadinha em uma poetisa portuguesa, chamada Florbela Espanca.
É fantástico e tão tocante a maneira como ela descreve e transmite seus sentimentos que estou deslumbrada pela sua maneira de escrever. Ao final desta postagem, vou estar colocando aqui o endereço do blog dessa maravilhosa escritora, espero que gostem.
Voltando ao assunto, acredito que, por ventura, eu tenho perdido um pouco da noção do tempo. Eu passo o dia a conviver com tantas inquietações na minha cabeça, que não sei nem ao menos definir quais são boas ou ruins! Tem sempre um velho assunto ao qual eu já perdi total racionalidade sobre. Eu não sei como deixa-lo para lá, alguem sabe como esquecer coisas que não nos fazem bem? Outros que chegaram, com uma sensação um pouco estranha, boa talvez, inquietante, mas, tão distante, que teve o efeito de um porre de vinho. Agora com as noites livres, tive que fazer planos e correr para o sebo mais próximo, leitura sempre me faz esquecer da realidade ao qual vivo. Ler sempre me foi um refúgio, agora, mais do que nunca, é uma " droga" que não consigo ficar sem! Felizmente.
Só
Eu tenho pena da Lua!
Tanta pena, coitadinha,
Quando tão branca, na rua
A vejo chorar sozinha!…
As rosas nas alamedas,
E os lilases cor da neve
Confidenciam de leve
E lembram arfar de sedas
Só a triste, coitadinha…
Tão triste na minha rua
Lá anda a chorar sozinha …
Eu chego então à janela:
E fico a olhar para a lua…
E fico a chorar com ela! …
Florbela Espanca
retirado do blog: http://www.prahoje.com.br/florbela/index.php
É linda essa poesia dela. E fico feliz por saber que seu vício pela leitura ainda existe, ainda mais porque é algo inerente a nós dois.
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