sexta-feira, 11 de junho de 2010

Um amigo, ao qual tenho muito carinho, me passou essa poesia. Conversamos pelo msn,e posso dizer que é muito prazeroso falar com ele.Temos ideias parecidas e ele sempre enriquece meu computador com músicas legais e textos interessantes. É um dos poucos "caras" que gostam de Arthur Schopenhauer e Chapolim ao mesmo tempo.Enfim, abaixo está a poesia ao qual tenho comentado, espero que gostem!

A fome e o Amor (Augusto dos Anjos)

A um monstro

Fome! E, na ânsia voraz que, ávida, aumenta,
Receando outras mandíbulas a esbangem,
Os dentes antropófagos que rangem,
Antes da refeição sanguinolenta!


Amor! E a satiríasis sedenta,
Rugindo, enquanto as almas se confrangem,
Todas as danações sexuais que abrangem
A apolínica besta famulenta!


Ambos assim, tragando a ambiência vasta,
No desembestamento que os arrasta,
Superexcitadíssimos, os dois


Representam, no ardor dos seus assomos
A alegoria do que outrora fomos
E a imagem bronca do que inda hoje sois!

Um comentário:

  1. O que dizer desse post: Simplesmente Uauuuuuuuu! =) Gostei muito.... e este amigo do qual comenta acima posso da um palpite!... rs... me parece ser o Fê... rs (não tenho certeza, mas pela descrisão e mesmo conhecendo pouco dele, me parece exatamente do modo que você descreveu acima, Pois consegue gostar do grande Shopenhauer e do Chapolin... rsrs (uma sensibilidade grande e muito bacana!)

    ResponderExcluir