terça-feira, 6 de julho de 2010

Vazio Existencial o que é ?

Não sei bem, o que é de fato “pertencer”, provavelmente algo muito inerente do ser humano, porem, será mesmo que existe ? Existe alguma explicação para essa necessidade, de completar algo inacabado dentro de nós?
Como ser humano e como parte desse todo, não consigo intender e compreender esse estado. Aceitei de maneira diplomática , o “vazio”,como costumo chamar, mas, isso não me faz perder a ânsia de buscar uma solução. É realmente reconfortante saber que, na história, existiu grandes pensadores que ao longo de sua trajetória e pensamento, puderam transmitir até os dias de hoje algum esclarecimento sobre. Falo de Nitszche, Arthur Schopenhauer, Siddhartha Gautama, e muitos outros mais, porém, esses são o que tenho como base na minha vida, e os que me desenvolveram até então. Queria começar uma discussão, dividir essa euforia com vocês e tentar estabelecer um princípio para esse “vazio”, que todos nós, seres humanos, temos desde que nascemos. Essa falta, onde que ela começa? Terá um fim? È natural? Será realmente que ela existe, ou apenas uma psicose do homem moderno? Fica por aqui meu breve ensaio.

3 comentários:

  1. Hum... um tema muito discutido com meu “eu”, e que “gosto” muito em particular, ou melhor, pois estou sempre tentando descobrir sua resposta, acredito não tê-la achado ainda e nem tenho certeza se irei achá-la, mas imagino que tenhamos esse vazio existencial, exatamente porque estamos sempre, a todo momento esperando e querendo algo novo, algo que nos surpreenda, ou que somente nos baste para ficarmos felizes, isso é do ser humano! Porém tal fato volta a ocorrer quando acordamos no dia seguinte e sentimos que mais alguma coisa nos falta... e isso para mim se mostra tão certo, ao observar algumas pessoas , e até mesmo meu comportamento, que não discordo de que esse “vazio” é presente a todo momento, podemos simplesmente acreditar que ele irá passar, mas por experiência própria eu vejo que esse vazio se mostra muitooo mais presente, quando não estamos muito seguros de si (isso é estranho, pois como estar seguro de si, se sempre temos dúvidas e anceios?!) também ainda não a resposta, mas digo isso pelo simples fato de que quando comecei a ficar “menos” chateada com as faltas que eu tinha, pois aprendi a buscá-las, antes mesmo desse vazio conseguir chegar até mim... (é algo engraçado ao se ler e ver, mas é algo como se fosse com a mesma rapidez que a luz solar tem a chegar aqui na terra...) Não irei deixar certo de que pra esse vazio tem uma solução, e que tão menos que ele é permanente: Não, eu apenas quero colocar como eu procuro tentar “amenizá-lo” quando vejo que ele está presente... até cheguei a pensar que poderia ser algo do “homem moderno”, talvez, mas pelo que li, desde a época de Niestzche e Schopenhauer, isso me parece ser algo do ser, tendo a resposta ou não, também ainda é meio confuso, mas algo que tenho percebido diante do meu “eu” é que ele se mostra presente quando não somos correspondido a algo, quando esperamos de algo aquilo que não nos vai alcançar, e ai uma porção de sentimentos surgem causando esse vazio, que eu denomino como algo “Passageiro e Contínuo” (?) Ele pode parecer ruim, muitas vezes via ele como algo muito ruim, mas hoje aprendi a reconhecer que conquistei muita coisa através desse vazio, tanto de auto-suficiência, como momentos mais fortes para superar “o vazio” seguinte!... (voltarei aqui para ver como andam os comentários...rs) Beijo Grande. S2

    ResponderExcluir
  2. Oi zé, tava pensando em escrever algo, mas me veio a cabeça esse texto, e com certeza nada do que eu colocasse aqui chegaria perto do que o shops escreveu nesse texto chamado "o vazio da existencia"...

    http://ateus.net/artigos/filosofia/o-vazio-da-existencia/

    ResponderExcluir
  3. "...Num mundo como este, onde nada é estável e nada perdura, mas é arremessado em um incansável turbilhão de mudanças, onde tudo se apressa, voa, e mantém-se em equilíbrio avançando e movendo-se continuamente, como um acrobata em uma corda — em tal mundo, a felicidade é inconcebível. Como poderia haver onde, como Platão diz, tornar-se continuamente e nunca ser é a única forma de existência? Primeiramente, nenhum homem é feliz; luta sua vida toda em busca de uma felicidade imaginária, a qual raramente alcança, e, quando alcança, é apenas para sua desilusão; e, via de regra, no fim, é um náufrago, chegando ao porto com mastros e velas faltando. Então dá no mesmo se foi feliz ou infeliz, pois sua vida nunca foi mais que um presente sempre passageiro, que agora já acabou."

    ResponderExcluir