De volta a estrangulação das minhas ideias, quero estar postando algo referente ao que eu estou passando, e geralmente, muitas outras pessoas também, infelizmente. É fato que, mencionei que iria sair um pouco do “eu”, porem, esse assunto é de certa urgência e já faz muito tempo que estou tendo “partos de ideias” sobre como falar referente ao mesmo.
Saudade é uma palavra excrucitante. Não vejo nenhuma outra definição que possa fazer jus a algo tão “ enorme” nas nossas pequenas decrescentes vidas!
É um aperto esmagador no peito, um sentimento de vazio que sempre vem e bate a porta. Muitas pessoas sentem esse sentimento por outras pessoas que já morreram, acontecimentos que passaram, daquilo que não sabem. Particularmente, sinto saudade de algo muito vivo, porem, inatingível e inviável, sem contar o tão pertinente que esta sendo esse sentimento que chega a me deixar confusa.
O que esperar de algo que não faz bem? Digo isso de ambas as partes, e realmente não sei como isso foi parar nesse ponto, principalmente , porque todos eram muito unidos e felizes. Culpados, vítimas, não sei se existe nisso tudo. È fácil virar e dizer “não existe culpados” ou “a culpa é sua”, ninguém aqui está interessado em saber alguma coisa do outro mesmo, por isso esse jogo de “ batata quente”.
Nova vida, não consigo criar alguma coisa sabendo que existe algo no passado incomodando, isso é varrer para em baixo do tapete, por isso que estou buscando tudo o possível para me livrar, não falo de magoa, ódio, isso a muito tempo parei de ter, falo da saudade, e das malditas lembranças dos sentimentos bons! Essas são as piores coisas que ficaram.
Algumas pessoas envolvidas se tornaram indiferentes, após, passado um tempo, pude entender as palavras de uma amiga minha ( educadora, mãe, amiga) que disse: “ pessoas assim nunca foram e nem serão (…) “.. É correto afirmar que, eu não perdi nada sendo que nunca tive, vejo hoje exemplos de amizades que persistiram ao tempo, acontecimentos iguais a esse, que as atitudes foram totalmente diferentes, pessoas que acreditam em valores, etc.. etc.. Não vou me prolongar .
Agora o que me deixa sem saber o que fazer é me livrar desses malditos sentimentos bons, falo isso, pois, “ não sentimos saudades daquilo que nos faz mal”, logo, esquecemos e não queremos.
Agora querer o que? Vimos que uma possível amizade é inviável, falo isso pois, não vejo como amigo alguém que nem ao menos pode estar mandando livre de culpa um recado no Orkut, ou comentar algo carinhoso sobre a outra pessoa. Pra que vou querer um amigo que não vou poder rir junto, contar minhas vitórias, dividir coisas? Acho que um urso de pelúcia me dará mais atenção! Sem contar que, um amigo não fere o outro, existe uma linha bem fina, entre bom senso e pertinência. Vejo isso, pois tem coisas que não precisamos falar para a outra pessoa, sabemos disso, e nossa ânsia em jogar na cara da outra nos faz vomitar na cara dela coisas que a machucam. Cansei de fazer isso e cansei de ser vomitada também. Detesto admitir que eu deveria ter tomado muitas atitudes antes, talvez tudo isso tivesse acabado , falo do que sinto, cada um cuide daquilo que o faz mal, correto?
Para finalizar, somente respondendo a um antigo recado de orkut, ao qual me senti, levemente ofendida, mas, tive bom senso em não continuar, pois, o que levaria? Uma grosseria só levaria a uma outra grosseria, o mais engraçado de tudo, é como desde os comentários até “ a tacada final” , tanto a maneira de falar como o assunto mudou drasticamente! Foi como se tivesse ocorrido um “pulo”.
Confesso que a primeira impressão foi de algo diferente, a partir daí, teve uma quebra na beleza das palavras, e acabou por ter esse desfecho, aqui mesmo no blog , nesse post. Demorei pra responder porque eu realmente fiquei sem saber o que falar! Não existe coerência em mandar coisas e depois mudar drasticamente o assunto, a maneira e por fim... bem todos já sabem.
Outra coisa, as únicas palavras proferidas de minha pessoa em relação a esse assunto, foram nos comentários, no orkut e com meus amigos íntimos. Eu tenho caráter suficiente para não precisar ficar “mandando comentários anônimos” nem tão pouco fazendo “ fofocas”. Se querem saber, sinto dizer que as coisas geralmente “ batem na minha porta”. As pessoas comentam, fato, é do ser humano. As escuto e dou um parecer impessoal. Não lamento nem considero seus pré-conceitos.
Fique a vontade para responder esse post ( desde que os comentários tenham caráter impessoal, assim postados, sem nomes, e que também não machuquem. Meus amigos também , fiquem a vontade, para dar um parecer) enfim, era algo que precisa estar pondo para fora.
Não posso deixar de dizer que sempre te admirei muitooo, e um dos grandes motivos é exatamente esse: saber transcrever exatamente o que sente, suas dúvidas, desejos, anceios... ser sempre você! ... não precisa nunca fingir algo que não és, pois passa sempre a imagem, e consequentemente a Essência da pessoa Forte que você é.
ResponderExcluirEu mesma já mencionei tanta coisa a ti referente a tudo isso, coisas que já passei, mesmo que divergentes... e sei que a dor de sentimentos bons que ficaram, são as piores, pois quando realmente foi significativo, não tem como esconder e deixar de lembrar, sentir... ah seria tão bom simplesmente sumir tudo, mas pensar isso é uma arrogância de nossa parte, não é real! Estava lendo umas páginas do livro de Shoppenhauer, (acredito que vá se lembrar disso) mas resumidamente, ele diz assim: na infância temos o privilégio de ter somente o "Agora", é o que deveriamos dar mais valor, pois não temos o passado e tão menos sabemos do futuro para nos preocuparmos; mas quando crescemos passamos a dar muita importância ao nosso passado e pensamos incansavelmente no nosso futuro, desejando algo melhor, conquistas importantes, bens materiais... e ai o que esquecemos?! do nosso Agora, do nosso presente! deixamos o mais importante de lado, ele diz ainda que isso poderia ser uma grande maluquice (talvez), pois como darmos muita importância, somente a atenção para esse momento agora, que irá se passar a minutos?!... Tirei uma conclusão com tudo isso, de que uma maneira sensata e provável, poderia ser, darmos importância sim a nosso passado (pra vermos as coisas que precimos melhorar, e as que já conquistamos), darmos muitoooooo valor ao nosso Agora, pois é o que temos e o que irá refletir para ambos as sequências, mas sem esquecer e saber de que esse momento é o que temos para nos admirar e nos corrigir; no mais tudo isso consequentemente irá se refletir para o dia de amanhã que ainda não o temos, mas sem dúvida, almejamos sempre o melhor (isso é de nossa natureza!)
Bem... com isso tudo acho que quis somente dizer, que não tenho como tirar toda essa dor de ti, desses sentimentos bons que ficaram (embora fosse o que gostaria), não sei o porque, mas penso que tudo são fases, e lá na frente quando for se passando fase a fase, tenho certeza de que irá colher bons sentimentos (poderia dizer: aprendizados) que irão sem dúvida te fazer pensar no futuro, sobre esse passado, que te fará ser feliz no dia de "Agora" que terá! (isso é confuso, pois sem querer, nos prendemos da mesma forma no futuro não?!)... acredito nesse processo.
In*
Eu, sem dúvida alguma sou privilegiada, por ter pessoas ( assim como você ) ao meu lado. Talvez toda essa naturalidade e transparência se deva a algo maior que não sei explicar, mas, uma vontade de ser mais humano, crescer. Vejo isso tambem em você, mas, a sua maneira, doce e sensível, o que me faz acreditar que nos completamos. As vezes somente lembrar que existe uma pessoa como você ao meu lado, me deixa muito mais tranquila e segura em saber, que existe pessoas que pensam como eu e desejam realizar seus conceitos, pois, não são errados, são justos e coerentes. Acho que o que dói, é não poder compartilhar isso com as pessoas que queriamos, porem, é arrongância querer intervir na vontade alheia. Sobre o "agora", tenho conciencia dele, apesar de lutar bastante, com os "fantasmas", saudade e lembranças, tento o melhor que posso dar importancia a ele. Infelizmente, alguma coisa, que ainda não sei o que é, me impede de me livrar do "passado". Isso chega a ser exaustivo!
ResponderExcluirProvavelmente, quando você chegar na parte do livro sobre a "Pam", verá certa semelhança. Meu parecer sobre o assunto foi muito bom, vejo que cresci bastante. Não quero criar um " novo monstro para esquecer o velho mostro (...), quero ter conciencia que não sobrou nada, nem uma duvida, queroi ser livre como antes.
e